Procurar «jogo grátis para criança» no Google é abrir uma caixa de surpresas: metade dos resultados esconde propaganda em cima de propaganda, compra dentro do jogo e conteúdo que ninguém revisou. O filtro abaixo é o que uma família usa para separar o joio.
O checklist do jogo bom
- Roda no navegador, sem instalar: menos risco, menos peso no aparelho, e a criança não fica presa a uma loja de aplicativos.
- Sem compra dentro do jogo: se o jogo é para criança, dinheiro não pode ser mecânica.
- Sem cadastro: criança não tem que dar e-mail para brincar.
- Controles simples: um ou dois toques. Se precisa de manual, não é para essa idade.
- Termina bem: jogo infantil bom deixa a criança sair sem chantagem de «volte em 4 horas ou perde tudo».
Os 5 sinais de alerta
- Propaganda em vídeo que abre sozinha no meio da partida.
- Botões de «loja» brilhando mais que o botão de jogar.
- Chat aberto com desconhecidos.
- Pedido de foto, nome completo ou localização.
- Aquele cronômetro de pressão: «oferta acaba em 10 minutos!».
Um exemplo do jeito certo
O jogo da Pigúiça, do universo do livro Dogavios, foi feito com essa cartilha: roda no navegador, não tem anúncio, não tem compra, não pede cadastro, e os controles são pular e deslizar. Tem 7 personagens para desbloquear jogando (nunca pagando), chefes, modo Aventura com 48 fases e ranking mundial, em 18 idiomas. E quando a energia baixar, a transição natural é a história que deu origem a tudo, perfeita para fechar o dia. 🐾
