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Ansiedade de Separação: Por Que a Criança É Tão Grudenta

Publicado em 19 de julho de 2026 · por Lucas dos Reis Arieme

Ansiedade de Separação: Por Que a Criança É Tão GrudentaCapa do livro Dogavios: Onde os Sonhos Ganham Vida

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Todo dia é a mesma cena: você tenta sair pela porta e a criança se agarra nas suas pernas, chorando como se você fosse desaparecer para sempre. É exaustivo, e também, na maioria das vezes, completamente normal. A ansiedade de separação é uma etapa esperada do desenvolvimento, não um sinal de que algo está errado com você ou com ela.

Por que isso acontece

Costuma surgir entre 8 meses e 3 anos, com picos comuns por volta dos 12-18 meses e, de novo, ao entrar na escola. A criança já entende que você existe mesmo fora do seu campo de visão (permanência do objeto), mas ainda não tem noção real de tempo, «logo, logo» pode parecer uma eternidade para ela.

Normal versus algo que precisa de atenção

É esperado que a criança chore na despedida mas se acalme em minutos com o cuidador. Vale conversar com um profissional se o choro for extremo, durar a manhã inteira, vier com dores físicas recorrentes (barriga, cabeça) sem causa médica, ou persistir de forma intensa além dos 6-7 anos, sinais que podem indicar um transtorno de ansiedade de separação e merecem avaliação especializada.

Uma rotina de despedida que funciona

  • Crie um ritual curto e sempre igual. Um abraço, um beijo e uma frase fixa («te amo, te busco depois do lanche») dão previsibilidade.
  • Nunca saia escondida. Parece mais fácil no momento, mas ensina a criança a ficar hipervigilante, com medo de que você suma sem avisar.
  • Seja breve. Despedidas longas alimentam a ansiedade dos dois lados. Confie na equipe da escola para acolher seu filho depois que você sair.
  • Marque o tempo de forma concreta. Em vez de «logo eu volto», diga «eu volto depois do lanche da tarde», algo que ela consiga visualizar.

Um aliado nos livros

Ler histórias sobre despedidas e reencontros antes de sair de casa ajuda a criança a ensaiar a emoção num contexto seguro. Acompanhar a Pigúiça se despedindo dos amigos no Jardim Mágico, e voltando sempre, pode virar um ritual gostoso antes da saída de casa.

Com consistência, a maioria das crianças supera essa fase em poucas semanas. Se não melhorar, o pediatra é o ponto de partida certo.

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Lucas dos Reis Arieme

Autor da série Dogavios

Sobre o autor