
A próxima aventura pode ser um momento de vocês.
Depois de conhecer a Pigúiça por aqui, descubra a história que deu origem ao seu mundo. Veja as ilustrações, leia o começo e escolha um livro para compartilhar com a criança, uma página de cada vez.
O que é, o que é? Poucas frases prendem tanto a atenção de uma criança. A adivinha é o brinquedo que não pesa na mochila: funciona no carro, na fila, na mesa do jantar e até no dia em que a internet cai. Abaixo estão 25 adivinhas com resposta, separadas por dificuldade para você escolher as certas para a idade do seu filho. A resposta vem logo depois da pergunta, então tampe com o dedo se quiser jogar junto.
Por trás da graça tem ginástica pesada: pensar em algo que «tem coroa mas não é rei» é raciocínio por analogia, a mesma habilidade que a criança usa na matemática e na interpretação de texto.
Adivinhas fáceis (3 a 5 anos)
Para os menores, as melhores adivinhas descrevem coisas que a criança vê todo dia: bichos, frutas e o céu. Vale dar dicas com gestos e sons.
- O que é, o que é: tem quatro patas, faz au-au e abana o rabo quando você chega em casa? O cachorro.
- O que é, o que é: é amarela, curvada e o macaco adora? A banana.
- O que é, o que é: é branco, vem da vaca e a gente toma no café da manhã? O leite.
- O que é, o que é: aparece de noite no céu e cada semana tem uma forma diferente? A lua.
- O que é, o que é: tem asas, faz zum-zum e produz mel? A abelha.
- O que é, o que é: anda bem devagarinho carregando a casa nas costas? O caracol.
- O que é, o que é: tem dente mas não morde? O pente.
- O que é, o que é: cai em pé e corre deitada? A chuva.
- O que é, o que é: tem coroa mas não é rei, tem espinho mas não é peixe? O abacaxi.
Adivinhas médias (6 a 8 anos)
Nessa idade a criança já aguenta um pouco de mistério e adora quando descobre a pegadinha sozinha. Dê tempo antes de entregar a resposta.
- O que é, o que é: quanto mais se tira, maior fica? O buraco.
- O que é, o que é: quanto mais seca, mais molhada fica? A toalha.
- O que é, o que é: nasce grande e morre pequeno? O lápis.
- O que é, o que é: fica cheio de dia e vazio de noite? O sapato.
- O que é, o que é: tem cidade mas não tem casa, tem rio mas não tem água? O mapa.
- O que é, o que é: tem pescoço mas não tem cabeça, tem braço mas não tem mão? A camisa.
- O que é, o que é: tem ponteiros mas não aponta, tem cara mas não tem boca? O relógio.
- O que é, o que é: anda com os pés na cabeça? O piolho.
Adivinhas difíceis (9 anos ou mais)
Estas pedem pensamento fora da caixa e costumam derrubar muito adulto. Ótimas para desafiar os avós no almoço de domingo.
- O que é, o que é: é seu, mas os outros usam muito mais do que você? O seu nome.
- O que é, o que é: atravessa o rio inteiro sem se molhar? A sombra (a ponte também vale).
- O que é, o que é: tem cabeça e tem dente, não é bicho e nem é gente? O alho.
- O que é, o que é: quebra quando alguém diz o nome dele? O silêncio.
- O que é, o que é: quanto mais cresce, menos a gente enxerga? A escuridão.
- O que é, o que é: tem teclas mas não abre nenhuma porta? O piano.
- O que é, o que é: qual é o mês do ano que tem 28 dias? Todos eles.
- O que é, o que é: está no começo da rua, no fim do mar e no meio da cara? A letra R.
Se a sua turma acertou todas, suba o nível com as adivinhas difíceis com resposta, feitas para quebrar a cabeça de verdade.
Como transformar em jogo de família
Placar na geladeira. Acertou, um ponto. Inventou uma adivinha nova que ninguém acertou, três pontos. O placar dá motivo para a brincadeira voltar no dia seguinte.
Inventar é a parte mais poderosa. Para criar uma adivinha, a criança precisa descrever uma coisa sem dizer o nome dela. Isso é puro treino de vocabulário e de observação. Comece com objetos da sala: «é redondo, tem números e fica na parede».
Dicas em três níveis. Se a criança travar, dê uma dica pequena, depois uma média e, por último, uma quase entregando. Assim ninguém desiste e todo mundo sente que acertou.
Misture com charadas. As charadas têm resposta com trocadilho e deixam o jogo ainda mais divertido. Temos uma lista de charadas com resposta para quando as adivinhas acabarem.
Por que a adivinha faz bem
Adivinhar exige segurar várias pistas na cabeça ao mesmo tempo, comparar com o que já conhece e testar hipóteses. É memória de trabalho e flexibilidade de pensamento, habilidades que a escola vai pedir o tempo todo. E tem um bônus: a criança aprende que errar faz parte da brincadeira, porque ninguém acerta todas de primeira.
A Pigúiça, a filhotinha husky do livro Dogavios, adora um mistério. Quando o repertório de adivinhas acabar, a caça continua no jogo da Pigúiça, grátis no navegador, onde os bichinhos do Jardim Mágico dão pistas pelo caminho. 🐾
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre adivinha e charada?
A adivinha descreve uma coisa com pistas e a criança descobre o que é, como no clássico «o que é, o que é». A charada costuma ter resposta com trocadilho ou jogo de palavras, e por isso funciona melhor com crianças que já leem.
Com que idade a criança consegue brincar de adivinha?
A partir dos 3 anos, com adivinhas bem simples sobre bichos e objetos do dia a dia. Por volta dos 6 anos ela já entende as pegadinhas, e depois dos 9 consegue resolver as que pedem pensamento abstrato.
O que fazer quando a criança não acerta nenhuma?
Volte um nível de dificuldade e dê dicas com gestos e sons. O objetivo é a diversão, não o acerto. Uma boa saída é pedir que ela invente uma adivinha para você: de repente, quem precisa pensar é o adulto.

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